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Polícia

Servidora indicada por vice para Secretaria de Política Fundiária é investigada pela PF e MPF

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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam a ex-secretária de Política Fundiária do Estado (SPF), Keit Maciel da Gama – nomeada no governo de Wilson Lima (PSC) e Carlos Almeida (PRTB) – por suspeitas de grilagem, venda de lotes em áreas de preservação ambiental e até em reservas indígenas e outras ilegalidades no exercício da função.

O caso foi confirmado pelo MPF, que informou não poder passar detalhes da investigação. A reportagem apurou que a investigação aponta para a existência de um forte esquema que liga servidores da Secretaria de Política Fundiária ao crime organizado.

Funcionária da SPF há sete anos, Keit foi uma indicação direta de Carlos Almeida para comandar a pasta, em janeiro deste ano. Ele a conhece por conta dos processos envolvendo desocupação de terras. Almeida atuou por mais de dez anos na Defensoria Especializada de Atendimento de Interesses Coletivos, que lida com desapropriações.

A ex-secretária de Política Fundiária, também, é esposa do ex-marido da mulher do vice-governador, Glenis Gomes Steckel, conhecido como ‘Catatal’. Segundo funcionários da SPF, ‘Catatal’ é envolvido em casos de ocupações de terras em Manaus e no interior do Amazonas e a boa relação de Almeida com o ‘ex’ da mulher, o aproximou de Keit.

Keit Maciel ficou pouco tempo como titular da SPF, de 1º. de janeiro a 28 de março deste ano. Ex-assessores da servidora informaram que ela foi exonerada porque “obedecia” mais ao comando de Carlos Almeida que de Wilson Lima.

As irregularidades praticadas pela ex-secretária foram denunciadas por lideranças comunitárias, dirigentes de associações e até por organizações indígenas. A reportagem perguntou do Ministério Público Federal se Carlos Almeida também era alvo da investigação, mas não obteve resposta.

De acordo com informações obtidas na PF, a indicada de Carlos Almeida é suspeita de praticar crimes que incluem desapropriações irregulares, comercialização de títulos definitivos de terras (documento que deve ser fornecido gratuitamente pelo governo) e venda de terras públicas, de órgãos federais, áreas ambientais e em reservas indígenas.

Visibilidade

Carlos Almeida ganhou visibilidade a partir de 2009, em processos de desapropriações de terras. Ele foi o principal articulador para manter a ocupação conhecida como Cidade das Luzes, no bairro Tarumã, na zona oeste de Manaus, em uma área de preservação ambiental de 57 hectares de terras, uma área de, aproximadamente, 57 campos de futebol.

Em 2015, a invasão tinha 300 famílias, hoje, conta com 3 mil famílias. Naquele ano, a Justiça expediu uma ordem para a polícia retirar as famílias, mas dois anos depois elas voltaram ao mesmo local. Atualmente, a região é conhecida por abrigar lideranças do tráfico de drogas.

O processo referente à ocupação irregular Cidade das Luzes está em grau de recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) a tramitação está sob segredo de Justiça.

‘Continua mandando’

Apesar de ter sido substituída no dia 26 de junho, por Ricardo Luiz Monteiro Francisco, Keit Maciel da Gama continua “mandando” na SPF por conta da sua ligação com Carlos Almeida, informaram os servidores da pasta.

No dia 13 do mês passado, ela conseguiu emplacar a amiga Zayra Tays Albuquerque para o cargo de secretária executiva adjunta. Quem assinou a nomeação de Zaira foi Carlos Almeida, como governador em exercício, e a secretária dele, Priscila França. A nomeação não traz a assinatura de Ricardo Francisco.

Chamou atenção, também, um decreto assinado por Keit Maciel, no dia 8 de fevereiro deste ano, que foi publicado cinco meses após sua exoneração, no dia 8 de agosto. Não há informações no Diário Oficial sobre por que ela e não o novo secretário da pasta publicaram as informações relacionadas à mudança do ‘nível’ funcional dos servidores da SPF.

 

Falta transparência

Um estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no ano passado, apontou que o Amazonas não apresentou dados suficientes para comprovar sua transparência ativa de informações sobre terras públicas.

O estudo avaliou oito, dos nove estados da Amazônia brasileira. O Amazonas foi o terceiro com o maior número de informações divulgadas, mas isso não foi considerado mérito, já que mais de 50% dos indicadores analisados não foram apresentados pelo órgão responsável, a SPF.

A reportagem tentou ouvir o governo a respeito da investigação do MPF e PF sobre a Secretaria de Polícia Fundiária, mas não obteve retorno. Keit Maciel foi contada, mas não atendeu as ligações.

fonte: https://amazonas1.com.br/

 

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Brasil

Policiais colocam cães para rastrear Lázaro após morador dizer ter visto ele

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O Batalhão de Cães da Polícia Militar do Distrito Federal (BPCães) e a tropa de choque da polícia de Goiás estão concentrados em uma área de mata de Girassol, no Entorno do DF, para tentar localizar rastros de Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos.

A força-tarefa teve início na tarde desta sexta-feira (18/6), após um morador da região avistar o acusado de cometer chacina no DF e aterrorizar a região entre Cocalzinho e Edilândia.

“O vizinho viu ele entrando no bananal e, em seguida, a polícia chegou. Minha casa está toda revirada… Porta quebrada, roupa e guarda-roupas revirados. Um queijo foi levado”, afirmou um produtor rural da região.

“Estamos com muito medo agora. Moramos aqui há 20 anos. Vivíamos tranquilos antes disso. A gente espera solução todo dia, reza, pede a Deus que esse caso seja resolvido logo. A gente quer justiça. Isso tira o sono”, disse Sebastiana Aparecida Rodrigues, 65 anos. Da casa dela foi levado um carregador de celular.

Policiais fazem um novo cerco ao maníaco, que há 10 dias foge da polícia do Distrito Federal e de Goiás. Também são usados cavalos e helicópteros.

O cerco policial montado pelas forças de segurança para tentar localizar o assassino se concentra no município de Girassol, em Goiás, local onde o criminoso trocou tiros com a polícia e voltou a se esconder na mata.

A Polícia Civil de Goiás divulgou vídeos que mostram a caçada ao assassino em série pela região. Conforme o Metrópoles revelou, durante as diligências, os agentes encontraram pelo caminho vários rituais supostamente deixados pelo psicopata.

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Amazonas

Homem que estuprou e matou menina é torturado e tem pênis cortado na cadeia

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O indígena de 20 anos, que havia sido preso na tarde desta terça-feira (15) após estuprar e matar uma criança de apenas cinco anos, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (18) no presídio de Parintins, interior do Amazonas. Ele teria sido torturado por outros presidiários e teve o pênis arrancado como punição pelo crime que cometeu.

Segundo informações da Polícia Militar (PM/AM), o índio contou detalhadamente o crime com bastante frieza. Na confissão, ele disse que teria bebido bastante e avistado a criança. Ele a chamou para olhar o celular dele, e quando ela se aproximou, a agarrou. Em seguida, arrastou a menina para o rio e a matou afogada.

Depois de morta ele amarrou os braços e as pernas com as próprias roupas dela para dificultar o encontro do cadáver.

O crime só foi descoberto por causa de uma outra criança que teria visto o índio com a garotinha às margens do rio. O corpo da criança foi encontrado na tarde de ontem.  O momento foi de muita dor e desespero depois que a mãe recebeu o corpo da filha morta.

A situação gerou revolta em todo o estado e em todas as cadeias do Amazonas. Ele então foi torturado e morto por outros criminosos.

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Brasil

Vela satânica com nome de Lázaro é encontrada por policiais durante busca no mato

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Brasil – Em meio às buscas pelo serial killer Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos, policiais encontraram oferendas e velas, supostamente deixadas pelo criminoso na região de Edilândia e Cocalzinho, em Goiás. Alguns dos objetos estavam acompanhados de pedaços de papel com seu nome completo escrito.

As suspeitas são de que o próprio criminoso tenha realizado rituais para pedir proteção espiritual. Agentes gravaram o momento em que localizam uma das velas no interior de um cupinzeiro durante as incursões pela mata.

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