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Manaus

DPE cobra providências para que abastecimento de água na invasão Monte Horebe seja restabelecido

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Defensores oficiaram concessionária após constatarem que fornecimento de água na ocupação havia sido suspenso.

Moradores da invasão Monte Horebe, na Zona Norte de Manaus, deverão ter o fornecimento de água restabelecido ainda nesta sexta-feira (6), com o auxílio de carros-pipa. A informação é da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), que enviou um ofício enviado à Águas de Manaus cobrando providências.

Na quarta-feira (4), o defensor geral do Amazonas, Ricardo Paiva, participou da orientação jurídica às famílias e fiscalização na invasão Monte Horebe. Após identificar que as famílias da ocupação irregular estavam sem fornecimento de água, o defensor geral oficiou a concessionária Águas de Manaus, solicitando em caráter de urgência o restabelecimento do serviço e informações sobre a interrupção.

Após o primeiro ofício, a Defensoria, por meio da Especializada em Direitos Humanos, solicitou da Águas de Manaus a disponibilização de caminhões-pipa para abastecimento de água durante a saída das famílias da ocupação.

A Águas de Manaus informou que, por se tratar de uma área de ocupação, a comunidade Monte Horebe não é abastecida por redes regulares de água tratada da concessionária.

Por conta da reintegração de posse realizada pelo Governo do Estado nesta semana, o abastecimento de energia elétrica foi prejudicado na região. O fato, segundo a concessionária, também afetou o fornecimento de água tratada no sistema que abastece regularmente o conjunto Viver Melhor II, onde as redes feitas pelos moradores do Monte Horebe estão conectadas.

A concessionária disponibilizou carros-pipa para a comunidade do Viver Melhor, até que o abastecimento fosse normalizado. Não foram registradas, desde então, ocorrências de falta d’água na região e o sistema segue operando dentro da normalidade.

A DPE-AM também cobrou providências do Governo do Amazonas, que prometeu o envio de dois carros-pipa da Cosama, ainda nesta sexta-feira (6).

Para que as famílias saíssem da ocupação irregular, o Estado do Amazonas, a Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) e a Defensoria Pública firmaram um termo de acordo judicial.

Conforme o acordo, sob nenhuma hipótese o Poder Público pode empregar medidas coercitivas que impliquem violação à dignidade humana no processo de desocupação das famílias. O termo ainda especifica a proibição de medidas como o corte do fornecimento de energia elétrica e água ou qualquer serviço essencial que resulte na “inacessibilidade, inabitabilidade ou insalubridade da área ocupada”.

Conforme o acordo judicial, também cabe à Defensoria fiscalizar o cumprimento do termo.

Defensoria está disponível para receber denúncias

Desde a última segunda-feira (2), a Defensoria mantém plantão no Monte Horebe e está disponível para receber denúncias de violações contra moradores da comunidade. Truculência policial, derrubada de casas cadastradas para saída voluntária e medidas coercitivas para a retirada das famílias podem ser denunciadas para a Defensoria.

As famílias que queiram denunciar violações podem buscar o atendimento do órgão no Colégio Militar da Polícia Militar VI, localizado no Residencial Viver Melhor. O espaço serve de base para a ação de desocupação e a Defensoria Pública está atendendo na Sala 14.

Após receber uma denúncia, a Defensoria apura o relato e, diante da comprovação dos fatos, toma as medidas cabíveis para acionar o Estado do Amazonas. Desde a última segunda-feira, defensores públicos têm acompanhado a desocupação e conversado com os moradores do Monte Horebe, dentro da ocupação irregular.

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Amazonas

Mais 221 e 5 mortes por Covid-19, são registradas no Amazonas

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Amazonas – O estado registrou mais cinco mortes por Covid -19, neste domingo (4), sendo duas ocorridas nas últimas 24 horas e três registradas em dias anteriores, porém confirmadas agora. O total de vidas perdidas para essa doença desde o início da pandemia subiu para 13.342 no estado.

Foram confirmados 221 novos casos da doença, o que totaliza 404.045 registros no estado, segundo o boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, há 383 pacientes internados em Manaus, sendo 197 em leitos clínicos (34 na rede privada e 163 na rede pública), 185 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (36 na rede privada e 149 na rede pública) e um em sala vermelha na rede pública.

Há, ainda, outros 35 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 29 estão em leitos clínicos (sete na rede privada e 22 na rede pública) e seis estão em UTI na rede pública.

No boletim consta, também, que há outros 45 pacientes internados com Covid-19 na rede pública de saúde do interior do estado, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). São três em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e 42 em leitos clínicos.

Dos 404.045 casos confirmados no Amazonas até este domingo, 188.364 são de Manaus (46,62%) e 215.681 do interior do Estado (53,38%).

Entre as vítimas em Manaus, há o registro de 9.177 óbitos confirmados em decorrência de Covid-19. Todos os municípios têm óbitos confirmados, totalizando 4.165 no interior.

O boletim diário é construído com as informações disponibilizadas diariamente pelas prefeituras municipais, todos os dias da semana, incluindo fins de semana e feriados. Ao todo, cinco municípios não atualizaram o sistema de informação para consolidação dos dados do boletim. São eles: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Silves e Tapauá.

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Amazonas

Assaltantes armados perseguem trabalhador no bairro do Alvorada

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Onda de assaltos preocupam moradores de Manaus. Um vídeo enviado para o Portal Cm7 mostra um jovem sendo perseguido por homem armado no bairro do Alvorada I, zona Centro-Oeste da capital.

Os assaltantes estavam em uma motocicleta XRE 300 e pararam na frente de uma residência, supostamente para realizar furtos, mas é neste momento que o trabalhador passa com uma mochila nas costas pelos criminosos e começa ser perseguido por um dos homens. A vítima corre e os dois ladrões seguem a sua procura.

Não há informações sobre a vítima ou os criminosos.

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Amazonas

PM é preso por assassinar namorado

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Manaus – Na madrugada deste sábado (3), Lucas Santos Brandão, de 19 anos, foi morto a tiros dentro do carro do policial militar Daniel Lendel Oliveira Nascimento, de 33 anos.

Uma testemunha do crime, uma jovem de 20 anos, afirma que os dois se apresentavam como primos, mas a desconfiança é de que mantinham um relacionamento. Ela alega que eles estavam em uma festa, quando começaram uma discussão por ciúmes.

Após pegar carona com eles, a testemunha conta que os dois foram discutindo durante todo o trajeto, e em determinado ponto ela desceu do carro e os dois foram para o banco de trás, onde continuaram brigando porque Daniel havia pego o celular de Lucas sem permissão e não queria devolver.

A jovem conta ainda que Daniel afirmou que iria dar um tiro, mas achou que tudo não passava de brincadeira. Mas não era. Daniel acabou disparando o tiro em Lucas.

Após o crime, a jovem parou um mototaxista que passava pelo local e pediu ajuda para socorrer Lucas, mas ele não resistiu e acabou morrendo no banco do passageiro do carro de Daniel.

Nervoso, o policial olhava a todo instante para Lucas ensanguentado e acabou perdendo o controle do veículo causando um acidente em frente ao Ciops, no bairro do Aleixo.

Segundo a testemunha, ele ainda pediu para que ela confirmasse à polícia de que haviam sido assaltados e tentou guardar a arma em sua bolsa, mas ela não aceitou.

Versão alternativa

A segunda versão foi contada por Daniel aos policiais que atenderam a ocorrência. Segundo o policial, ele teve o carro fechado por outro veículo e que os ocupantes desse veículo haviam efetuado o disparo que vitimou Lucas.

O policial teria revidado, perdendo o controle do carro, sofrendo o acidente. Mas no relatório da polícia consta Daniel como o autor do disparo que matou Lucas.

O PM foi levado preso para o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e permanece à disposição da Justiça.

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