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Amazonas

Governo autoriza uso da Força Nacional em apoio à apuração da PF sobre mortes em Nova Olinda do Norte, no AM

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Pelo menos oito pessoas foram assassinadas nas últimas semanas na região, onde a Secretaria de Segurança Pública realiza operação para combate ao tráfico de drogas.

O Governo Federal autorizou nesta sexta-feira (14) o uso da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à ação da Polícia Federal na região do Rio Abacaxis, no município de Nova Olinda do Norte, interior do Amazonas. Pelo menos oito pessoas foram assassinadas nas últimas semanas na região, onde a Secretaria de Segurança Pública realiza operação para combate ao tráfico de drogas.

Na segunda-feira (10), após decisão judicial, a Polícia Federal enviou uma equipe à região para apurar denúncias relacionadas a operação policial realizada na região.

O objetivo, conforme ordem judicial, é garantir a proteção de indígenas e povos tradicionais. A duração dessa autorização é de 60 dias, entre 14 de agosto a 12 de outubro.

Os conflitos na cidade tiveram início no fim do mês de junho, depois que o secretário de Governo do Estado, Saulo Moyses Costa, foi baleado no Rio Abacaxis enquanto pescava. Depois disso, a Secretaria de Segurança enviou equipes da Companhia de Operações Especiais para investigar a ação de uma suposta organização criminosa ligada ao tráfico de drogas que atua na área.

De acordo com investigações do Governo, o bando é suspeito de promover ações violentas na região do rio Abacaxis, com ações de tráfico de entorpecentes, extração ilegal de madeira e minério, além de pirataria.

No primeiro dia da operação, em 3 de agosto, dois policiais militares foram mortos durante um confronto com criminosos, e outros dois ficaram feridos. Dias depois, a Secretaria de Segurança do Amazonas mandou mais de 50 policiais à região, mas moradores de comunidades indígenas e ribeirinhas denunciaram ao Ministério Público Federal que sofreram abusos dos policiais, como tortura e invasão de residências e aldeias.

A Secretaria também informou sobre a morte de um outro homem, sem identificação, durante um confronto entre a polícia, no dia 5 de agosto. O indígena Josimar Moraes da Silva também foi encontrado morto no mesmo Rio Abacaxis, no dia 7 de agosto.

No dia 10 de agosto, equipes da Polícia Federal chegaram à cidade após a Justiça determinar que medidas fossem tomadas para garantir a proteção de indígenas e povos tradicionais.

Nova Olinda do Norte, no interior do Amazonas. — Foto: Reprodução

Foram equipes da PF que encontraram, na terça-feira (11), os corpos de três ribeirinhos na região do Rio Abacaxis. Segundo familiares, os corpos eram do casal Anderson Monteiro e Vanderlania Araújo e do adolescente Matheus Araujo, de 16 anos, que estavam desaparecidos há 10 dias. Uma quarta pessoa que estava com o trio continua desaparecida.

De acordo com informações da SSP, uma ação realizada por volta das 22h de quarta-feira (12) resultou nas primeiras prisões da operação: duas mulheres e um homem, apontado como familiares de um traficante local, suspeito de comandar o bando criminoso que atua na região e suspeito de homicídios que ocorreram nos últimos dias, incluindo a morte de dois policiais militares. A ação ocorreu no rio Abacaxis, entre as comunidades Camarão e Nova Esperança.

Ainda conforme a Secretaria de Segurança, os suspeitos estavam com armas de fogo, munições e insumos para a recarga de munições. A SSP diz que a primeira presa foi uma mulher, que confessou estar levando armas e munições para o bando criminoso que está escondido na mata.

Na ação, uma mulher e duas crianças se feriram e foram transferidas para atendimento hospitalar em Manaus. Ainda conforme investigação da polícia, a mulher é irmã de um traficante local e está sendo investigada por participação no assassinato dos dois policiais militares, no início do mês.

O delegado Cícero Túlio, que conduz as investigações em Nova Olinda do Norte, a mulher baleada é suspeita de integrar o bando e auxiliar o irmão. Ela foi indiciada, e os outros dois vão responder por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Amazonas

Homem é executado por grupo armado na Compensa, zona oeste de Manaus

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A vítima ainda foi socorrida, mas morreu no hospital. O crime será investigado pela polícia

João Vitor Cunha da Silva, foi executado na noite desta quarta-feira (13) quando estava na frente da sua casa, na rua Pacobaiba, bairro Compensa, zona oeste de Manaus.

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o pai da vítima que registrou o boletim de ocorrência, disse que o crime aconteceu por volta das 20h55.

João estava sentado na calçada em frente a sua casa, quando um veículo de modelo e placa ainda não identificados, chegou e homens desceram do carro. Em seguida, dispararam diversas vezes e fugiram.

A vítima ainda chegou a ser socorrida e levada para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu na unidade de saúde por volta das 21h.

O caso continua sendo investigado pela Delegacia Especializada. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

 

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Amazonas

Trio é flagrado com 200kg de drogas em embarcação no Amazonas

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Policiais da Base Fluvial Arpão prenderam três homens que transportavam entorpecentes em uma lancha no Rio Solimões

Durante abordagens a embarcações no Rio Solimões, policiais da Base Fluvial Arpão prenderam três homens com idade entre 26 e 51 anos por tráfico de entorpecentes. Os suspeitos foram flagrados na manhã desta quinta-feira (14), próximo à comunidade do Sodré, no município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus). Eles foram abordados ao passar em uma lancha de alumínio.

De acordo com a Polícia Militar, os policiais realizavam fiscalização no local quando avistaram a lancha. Ao serem revistados, foram encontradas três sacolas com tabletes de maconha tipo skunk com o trio.

Uma revista minuciosa foi feita na embarcação e encontrada mais substância no interior do compartimento dos bancos. Ao todo, 187 tabletes com peso aproximado de 200 quilos foram encontrados. Os três suspeitos foram encaminhados à delegacia do município de Coari.

Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a Base Arpão atua de forma integrada com efetivos das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Polícia Federal, Força Nacional, Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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Amazonas

Grupo de empoderamento ajuda mulheres em todo o Brasil

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Mais de 4 mil integrantes do grupo “Virada Feminina” atuam ativamente contra exploração sexual, violência doméstica, fomentando o empreendedorismo e o fortalecimento feminino

Criado há quatro anos pela gaúcha Marta Livia Suplicy, o grupo de mulheres “Virada Feminina”, já tem mais de 4 mil integrantes e oferece uma rede de apoio a mulheres em todo o Brasil. O objetivo é ajudar e atuar ativamente em qualquer lugar onde uma ou mais mulheres precisem de ajuda. No mês onde a Lei Maria da Penha comemora 14 anos, ações como essa nos ajudam a conquistar cada vez mais espaço na sociedade e a virar o jogo em temas como o combate à violência contra a mulher, empregabilidade, empreendedorismo e empoderamento feminino.

– Nós não somos um grupo de discussão, somos um grupo de ação. Todas são voluntárias e trabalham umas pelas outras. Todo dia recebemos um número enorme de denúncias de violência, abuso sexual. O que fazemos é tentar agir onde as mulheres precisam de apoio. Me perguntam sempre o que você ganha com isso? Evolução feminina e uma classe fortalecida! – explica a representante empossada pela presidente nacional do Virada Feminina, Marta Livia Suplicy.

A rede de apoio conta com mulheres de várias áreas, são delegadas, psicólogas, jornalistas, médicas, dentistas, escritoras, empresárias, artistas, entre outras. Elas possuem grupos de trabalho em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Espírito Santo, Amapá, Ceará.

– Precisamos dar visibilidade a mulheres invisíveis. Imagina uma mulher que faz uma denúncia de violência, mas a delegada leva quatro horas de barco para chegar até lá. Isso acontece por esse Brasil. Temos lideranças até na Ilha do Marajó, porque a ajuda precisa chegar até lá! Queremos combater essa cultura machista e criar mais políticas públicas, ter mulheres em cargos mais altos. Sororidade não é moda, precisamos nos colocar no lugar do outro – explica Marta.

Para as mulheres que queiram ajudar ou que também precisem de ajuda, a página do grupo no Instagram é @viradafeminina_oficial. O grupo também promove debates nas redes sociais, como o que vai acontecer nesta quarta-feira (12/08), às 20h, para falar de histórias de superação feminina, com a representante Marta Livia Suplicy e a jornalista de comportamento feminino, Kizzy Bortolo.

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