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Brasil

Investidores denunciam empresa por golpe com bitcoins em SP: ‘Perdi tudo’

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Caso envolve moradores da Baixada Santista, região de São Paulo. Advogado cuida de cerca de 30 denúncias envolvendo a empresa, que nega as acusações.

Moradores da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, acusam uma empresa de aplicar golpes envolvendo bitcoins, uma moeda virtual, após a companhia fechar as portas sem ressarcir os investidores. A organização, que pediu recuperação judicial – suspensão de pagamentos por um período – nesta semana, provocou a revolta de pessoas que perderam dinheiro após o investimento. A empresa nega as acusações e diz estar empenhada em ressarcir os clientes.

Em entrevista ao Portal G1 neste sábado (10), uma vítima, que prefere não se identificar, disse que fez contato com a empresa em junho de 2018. Após o fechamento, começou a acreditar que fazia parte de um golpe. “Perdi tudo”, desabafa.

O morador de Santos, no litoral paulista, relata que queria investir para garantir uma segurança na aposentadoria. Ele diz que os responsáveis pela empresa tinham uma rede de pessoas de confiança, que durante conversas com possíveis investidores tentavam conquistar a pessoa para que entrasse no esquema de investimento em bitcoins.

De acordo com o investidor, ele percebeu que havia algum problema quando tentou retirar o dinheiro, no fim de novembro de 2019, após mais de um ano vinculado à companhia. “Eles falavam que estavam com dificuldades para pagar, demorou, até que fecharam”, explica.

O Portal G1 conversou com três moradores de Santos, e todos alegaram terem entrado no negócio por indicação de amigos. Os três tinham contato direto com os responsáveis pela empresa, e relatam que houve dificuldade ao tentar se comunicar com eles neste período. Dois deles procuraram a Justiça, e um deles afirmou que também vai procurar um advogado para pedir respostas pelo caso.

A reportagem também entrevistou uma moradora da capital paulista que alega ter levado o golpe da empresa. A investidora, que igualmente preferiu não se identificar, diz que foi abordada da mesma maneira e confiou por ter amigos que indicaram. “Perdi 15 anos de trabalho, que foi tudo o que investi”, diz a vítima, que procurou apoio de um advogado santista.

O advogado Jorge Calazans, de 45 anos, disse que cuida do caso de cerca de 30 pessoas. Ele relata que, desde o pedido de recuperação judicial feito esta semana, houve revolta e dezenas de pessoas o procuraram para entrar com processo contra a empresa.

“O pedido de recuperação judicial tem a finalidade de você se estruturar, ou seja, suspende os pagamentos, e a empresa se reestrutura para voltar a pagar. É uma medida para evitar a falência”, explica o advogado.

Calazans explica que há registro de pessoas que começaram a investir na empresa desde 2017, e que ela foi fechada no fim de 2019, alegando não ter condições de pagar quem tinha investido. As denúncias surgiram neste período, quando o advogado começou a receber os casos e a Polícia Civil passou a investigar o que ocorria.

O defensor alega que a empresa atuava como um clube elitizado, já que o investimento mínimo era de R$ 30 mil. Ele explica que o serviço oferecido era de arbitragem de criptomoeda, que obtém lucro por meio das diferenças de valores oferecidas por uma mesma moeda. Ele explica que a empresa promovia um esquema em que se comprava por um valor mais baixo e vendia por um maior, alegando que pagava o rendimento. Por isso, era oferecido um valor de rendimento fixo aos investidores.

Ainda segundo o advogado, a empresa sempre disse aos clientes que, por se tratar de investimento com criptomoedas, não seria regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou outro órgão de fiscalização. O advogado diz que eles deveriam ter a autorização.

“O que faziam é pagar o rendimento para as pessoas que estavam há mais tempo com o investimento dado por quem estava entrando”, alega o advogado. Ele estima que pessoas que investiram tiveram uma média de R$ 125 mil de prejuízo. Calazans informou que vai entrar com pedido judicial sobre o caso.

BWA

O advogado José Luis Macedo, que representa a BWA Brasil, confirmou que a empresa tinha filial em Santos. De acordo com ele, o mercado de bitcoins é volátil e a organização está empenhada em ressarcir todos os investidores.

“Se a empresa não tivesse interesse em pagar os investidores, ela não apresentaria um plano de recuperação judicial”, diz. Conforme explica Macedo, o pedido foi essencial, porque mais de 50% dos negócios da plataforma eram feitos via Bitcoin Banco, que pediu recuperação judicial em novembro do ano passado.

Conforme aponta o advogado, após a recuperação judicial do Bitcoin Banco, muitos investidores da BWA solicitaram saques, e a empresa ficou em uma situação muito ruim, não tendo como pagar todo mundo. Então, fez o pedido de recuperação judicial para reorganizar e reestruturar a companhia.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deferiu o pedido de recuperação da empresa BWA Brasil no último dia 8. A decisão foi do juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que definiu a empresa Lastro Consultores para administrar a recuperação do negócio.

De acordo com o magistrado, o primeiro relatório financeiro deste processo deverá ser apresentado em 15 dias. “…Especial atenção deverá ser dedicada à fiscalização das atividades das devedoras, o que também se estende ao período anterior à data do pedido, a fim de se apurar eventual conduta dos sócios e administradores que possam, culposa ou dolosamente, ter contribuído para a crise”, disse o juiz na decisão.

Ainda segundo o advogado, a empresa não conseguia dar retorno financeiro aos investidores desde o fim do ano passado, e a pandemia do novo coronavírus impediu a recuperação do negócio nesse primeiro semestre de 2020.

“Quando você entra com uma recuperação judicial, você oferece um plano de ressarcimento daqueles valores. O mercado de criptomoedas é como você aplicar em ações, tem a alta e a baixa. A empresa tem um crédito já aplicado junto à recuperação judicial que é mais do que suficiente para atender essa demanda. A BWA se expôs à Justiça apresentando a situação dela e reconhecendo todos os credores que tem. Se fosse uma pirâmide, a Justiça não teria aceitado o plano de recuperação. Todos os procedimentos adotados por ela na contabilidade, movimentação bancária, serão disponibilizados para o juiz”, relata.

A Polícia Civil informou ao Portal G1 que o caso é investigado pela 1ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), mas está em segredo de Justiça.

Fonte: Portal G1

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Pai é morto a facadas pela filha em Belo Horizonte

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Brasil – Na noite do último sábado (03), uma mulher de 27 anos matou o pai a facadas em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Segundo a Polícia Militar, pai e filha saíram juntos para beber e, quando voltaram para casa, ela acendeu um cigarro de maconha e os dois começaram a discutir. O crime aconteceu no bairro Vila Aparecida.

A mãe da jovem relatou que escutou a discussão e foi intervir quando viu o marido tentar enforcar a filha. Em seguida, a filha entrou em casa e foi seguida pelo pai. Ela tirou uma faca da bolsa e o golpeou. Segundo a perícia, a vítima teve quatro perfurações no peito, uma na barriga e uma na perna direita.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o homem veio a óbito antes que o socorro chegasse. A autora do crime foi presa em flagrante por homicídio e conduzida à Delegacia de Plantão de Nova Lima.

Conforme o depoimento da mãe, a jovem morava na rua durante a maior parte do tempo, e as discussões pelo uso de drogas eram frequentes quando ela estava em casa. As visitas geralmente eram para ver a filha de 10 anos, que mora com os avós.

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No mês de julho, conta de luz aumentará 52%

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Brasil – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou, nesta terça-feira (29/6), o valor da bandeira vermelha patamar dois de R$ 6,24 a mais a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos para R$ 9,49 a mais a cada 100 kWh.

Trata-se de um aumento de cerca de 52%. A decisão foi tomada durante a 23ª reunião pública ordinária da diretoria de 2021.

Assim como junho, julho terá bandeira tarifária vermelha patamar dois. A equipe técnica da Aneel acredita que essa faixa se manterá ao menos até novembro de 2021.

Na prática, isso significa que a conta de luz chegará mais cara para os brasileiros.

Os diretores da Aneel debateram aumentar o valor da bandeira vermelha patamar dois para R$ 11,5 a mais a cada 100 kWh. A proposta é buscar equilíbrio entre o custo e a receita, ante a crise hidrológica que vive o país.

No entanto, foi acordado aumentar o valor para R$ 9,49 a mais a cada 100 kWh e realizar uma nova consulta pública.

Revisão tarifária
O diretor da Aneel Sandoval Feitosa, relator do processo, explicou que a mudança no valor da bandeira vermelha patamar dois não se refere apenas a um reajuste, mas, também, a uma revisão tarifária.

“A revisão tarifária é um processo mais amplo. […] Considerando o agravamento da crise hídrica, solicitei que fossem feitas considerações adicionais”, assinalou.

As projeções apresentadas pela equipe técnica da agência consideram cenários adversos em termos de oferta de energia hidráulica e da escassez hídrica formalizada pela Agência Nacional da Água (ANA).

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Crise
A principal razão para a disparada da tarifa é a seca nas principais bacias hidrográficas que abastecem o país, por causa de um baixo volume de chuvas na região dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, que são responsáveis por 70% da geração de energia no Brasil.

Desde outubro de 2020, esse é o menor volume registrado dos últimos 91 anos

A crise hídrica obriga o uso das usinas termoelétricas, o que eleva o preço da energia e pressiona ainda mais a inflação.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu na semana passada que a estiagem é um problema “seríssimo” e que impactará no aumento da inflação no curto prazo. De acordo com sua previsão, somente em 2022 a situação será normalizada, com a inflação atingindo o centro da meta, de 3,5%.

Segundo o ministro, até o fim deste ano, o indicador deve bater entre 5,5% e 6%. O centro da meta perseguido, no entanto, é 3,75%. Será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%.

Caso isso não ocorra, o Banco Central deverá divulgar um documento público com justificativas para o erro no resultado.

Uso consciente
Por esse motivo, o medo de um possível racionamento de energia fica cada vez mais forte. O governo, entretanto, refuta essa possibilidade. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez um pronunciamento na TV na noite dessa segunda-feira (28/6) para tranquilizar a população.

De acordo com Albuquerque, não haverá um racionamento de energia e também não há a possibilidade de apagões. O ministro, no entanto, pediu que a população diminua o consumo de energia de forma “voluntária”. “O uso consciente de água e energia reduzirá a pressão sobre o setor elétrico”, disse.

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Criança de 6 anos é morta pelo pai em Minas Gerais

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Brasil – O menino de 6 anos que foi agredido pelo pai, após errar o dever de casa em Caratinga (MG), não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde desta segunda-feira (28).

Elias Emanuel Martins Leite foi internado na UPA de Caratinga, nesse domingo (27), mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferido para o Hospital de Pronto-Socorro João 23, na região Leste de Belo Horizonte.

A Prefeitura de Caratinga informou que o menino teve morte cerebral constatada no início da noite desta segunda.

O pai da criança foi preso em flagrante por tortura pela Polícia Civil, ainda no domingo, e encaminhado ao sistema prisional.

De acordo com a PC, o autor justificou que estava embriagado no momento das agressões. Disse também que já teve o poder familiar suspenso em razão de agressões e correções abusivas com o menino, mas que depois foi retomado.

Entenda o caso

Uma criança de 6 anos ficou gravemente ferida após ser agredida pelo pai, de 26. De acordo com a Polícia Militar, o pai estava ensinando dever de casa ao filho. Por não saber resolver uma atividade e errar, o homem agrediu o menino com tapa, socos, pontapés e uma rasteira.

“O pai e a criança estavam sozinhos em casa. Ele estava ensinando tarefa para a criança e ficou nervoso, pois a criança não estava conseguindo entender a matéria. Ele efetuou socos do rosto, face e crânio da criança. Em certo momento, ele aplicou uma rasteira na criança, ela caiu, veio a bater a cabeça em um móvel e ficou inconsciente”, explicou o tenente Fábio Fonseca.

Ainda segundo a PM, a criança bateu com a cabeça em um móvel e teve uma convulsão. O autor tentou desenrolar a língua do menino e deu um banho nele, mas não conseguiu reanimá-lo.

Diante da situação, o próprio pai levou o filho para a UPA da cidade. Os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento acionaram a Polícia Militar, avisando sobre o caso.

“Uma equipe da Polícia Militar fez contato no Pronto Atendimento, onde foi confirmada a gravidade das lesões da criança. Ela se encontra inconsciente, intubada e aguardando transferência para uma Unidade de Tratamento Intensivo pediátrica”, disse o tenente.

Durante os trabalhos da polícia, o autor chegou a ligar para a esposa e madrasta da criança, pedindo a ela que escondesse uma arma que estava no local. A mulher, então, entregou a um irmão dele que também foi preso. A arma não foi localizada.

Ainda de acordo com a PM, o pai da criança tem passagens pela polícia por homicídio. Disse ainda que o autor apresentava sinais de ter ingerido bebida alcoólica.

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